Infantojuvenil : A Mão do Meio com a Companhia de Danças de Diadema estreia no Sesc Consolação

 Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)

"A Mão do Meio". Crédito/foto: SilviaMachado/Cia d e Danças de Diadema

“A Mão do Meio”. Crédito/foto: Silvia Machado/Cia de Danças de Diadema

SÃO PAULO – O Teatro Anchieta do Sesc Consolação apresenta o espetáculo infantojuvenil A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica) com a Companhia de Danças de Diadema, que estreia no dia 25 de outubro, sábado, às 11 horas. São nove bailarinos em cena sob a direção geral de Ana Bottosso.  A montagem tem concepção e coreografia assinadas por Michael Bugdahn e Denise Namura.
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Privacidade e máscaras sociais são temas de nova peça dirigida por Kiko Marques

Redação do Aplauso Brasil (redacaoaplausobrasil.com.br )  

"FazDeConta". Foto/Crédito: divulgação

“FazDeConta”. Foto/Crédito: divulgação

SÃO PAULO – Com direção de Kiko Marques (Prêmios Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil pela encenação de 2013), chega ao palco do Instituto Cultural Capobianco texto inédito de Alan Ayckbourn, FazDeConta. O espetáculo estreia no sábado, dia 25 de outubro, às 20 horas.  Na história, os personagens Justin (Márcio Macedo)  e Julie-Ann (Elienay da Anunciação) irão anunciar formalmente seu noivado aos pais, mas uma visita inusitada descortina diante do rapaz o futuro assustador que o espera com este casamento. Nos dias 1º, 16 e 30 de novembro, a apresentação terão tradução simultânea em libras.

FazDeConta é o primeiro trabalho criado pelo Núcleo de Produção do Instituto Cultural Capobianco, uma iniciativa da gestora do local Fernanda Capobianco, em parceria com o Coletivo Lótus. A partir de encontros voltados a sanar a lacuna sobre produção teatral, artistas interessados se reúnem e idealizam seus projetos. Dentro deste universo foi fundado o jovem grupo Vil Companhia – formada por Érica Kou e Pedro Vicente, alunos recém-formados pelo INDAC Escola de Atores. Continue lendo

ESPECTADOR PROFISSIONAL: PEÇA RETRATA A CONTURBADA RELAÇÃO ENTRE FRIDA KAHLO E DIEGO RIVERA

Maurício Mellone, para o www.favodomellone.com.br – parceiro do Aplauso Brasil

"Frida y Diego" estpa em cartaz no Teatro Raul Cortez. Foto/Crédito divulgação

“Frida y Diego” está em cartaz no Teatro Raul Cortez. Foto/Crédito: divulgação

SÃO PAULO – Um olhar minucioso para a relação amorosa dos pintores mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera. Esta a proposta da dramaturga Maria Adelaide Amaral em sua peça inédita Frida Y Diego, que acaba de estrear no Teatro Raul Cortez e cumpre temporada até dezembro.

Sob direção de Eduardo Figueiredo, Leona Cavalli interpreta a sofrida e intempestiva Frida Kahlo, que por mais de vinte anos esteve envolvida emocionalmente com o artista plástico Diego Rivera, 21 anos mais velho que ela. A trama faz um passeio de 1929 a 1953 (pouco antes da morte da pintora), entre o México e os Estados Unidos, relatando os encontros e rupturas entre os dois, numa história de amor, traições, brigas, reconciliações, mas com cumplicidade e amor incondicional.  Continue lendo

Grupo de teatro une arte e ciência no palco

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)

"Dança do Universo". Foto/Crédito Katia Fanticelli

“Dança do Universo”. Foto/Crédito Katia Fanticelli

SÃO PAULO – De quarta a domingo, o Núcleo Arte Ciência no Palco apresenta, no histórico Teatro de Arena Eugênio Kusnet, uma programação com dois espetáculos a preços populares. O projeto de ocupação do espaço vai até fevereiro de 2015. Na quarta, 22, o grupo estreia o novo trabalho intitulado Matéria Obscura, para temporada quartas e quintas, às 21h00. A dramaturgia é de Carlos Palma e Oswaldo Mendes, a direção de Rubens Velloso e o elenco é formado por Carlos Palma, Oswaldo Mendes, Adriana Dham e Rogério Romera.

Em Matéria Obscura quatro atores são desafiados a responder a seguinte questão de Bertolt Brecht: para quê fazer teatro? Neste sentido, reflexões sobre o teatro estão relacionadas às reflexões sobre o Universo e o Homem. Continue lendo

CRÍTICA: UM OLHAR PERTURBADOR PARA A SOLIDÃO

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com.br)

SEM TÍTULO

SEM TÍTULO

SÃO PAULO – Creio ser relevante descrever minha ida ao espetáculo Sem Titulo, de Ariel Farace – que o Coletivo Labirinto, sob direção de Wallyson Mota, apresenta no Espaço Elevador Panorâmico apenas às segundas-feiras, 21h – e as circunstâncias que a permeiam, para que o leitor possa entender mais claramente meu ponto de vista nesta crítica.

No workshop Olhares Críticos que ministro nas tardes do mesmo dia, falamos que um dos modelos da crítica teatral se propõe a estabelecer uma análise entre o conteúdo da peça e o espaço social onde se dá sua representação.

Tive algumas dificuldades em estabelecer tal conexão, apesar das placas acrílicas que compõem o cenário trazerem desenhadas plantas baixas representando a kitnet em que cada um dos três personagens vive  e os quarto-e-sala são característicos da região central da cidade. Talvez seja porque o clima de Sem Título seja o de uma estufa protetora, distanciando-se, assim, da camada caótica e violenta da urbe para fixar-se no indivíduo.

O insight veio quando me lembrei do comportamento de nós, espectadores, na antessala enquanto esperávamos o início  do espetáculo: os nossos olhos estavam fixos nas telas de nossos smartphones, ensimesmados na redoma protetora que preserva o indivíduo das decepções que podem advir da relação real com o outro e que, ao mesmo tempo, nos isola das relações interpessoais, nos confinando nas simbólicas plantas baixas inscritas nas três placas que compõem o cenário e que, quando acesas, parecem a mesma tela de smartphone em que estávamos fixados e confinados em nós mesmos. Continue lendo

Só as quintas: Armazém Cultural SP apresenta espetáculo Ninguém no Plural

Redação do Aplauso Brasil (redação@aplausobrasil.com.br)

Espetáculo é baseado em contos do escritor Mia Couto. Crédito/Foto: Micaela Wernicke

Espetáculo é baseado em contos do escritor Mia Couto. Crédito/Foto: Micaela Wernicke

SÃO PAULO – Após duas temporadas em São Paulo – Sesc Consolação em 2013 e Pequeno Ato em 2014 – e algumas viagens e prêmios em festivais – Fringe, FestKaos e Fetacam -, a peça Ninguém no Plural, adaptação de quatro contos do escritor moçambicano Mia Couto, faz temporada especial de cinco apresentações no Armazém Cultural SP, em Pinheiros. As apresentações acontecem até 13/11, sempre as quintas-feiras, às 21h. Continue lendo

ESTÁGIO: Juca de Oliveira fala sobre interpretação em espetáculo solo

Henrique Santana, estagiário do Projeto Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro (Redacao@aplausobrasil.com.br)

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RIO DE JANEIRO – Juca de Oliveira celebra 60 anos de carreira no teatro vivendo oito personagens da tragédia Rei Lear, de William Shakespeare, em solo homônimo traduzido e adaptado por Geraldo Carneiro, com direção do mago dos solos, Elias Andreato, que estreia hoje no Teatro dos Quatro (Gávea) depois de cumprir temporada bem-sucedida em São Paulo. Juca concedeu entrevista ao ator Henrique Santana em que fala sobre a experiência de atuar num espetáculo solo.

Juca interpreta Lear, suas três filhas e mais quatro personagens para contar a história de Lear, Rei da Bretanha, que aos 80 anos decide dividir seu reino entre as três filhas. A cobiça e a ingratidão filial, temas centrais desta obra-prima, a tornam dolorosamente atual.

Em entrevista ao ator Henrique Santana, Juca de Oliveira, com mais de 60 anos de carreira, e vários prêmios no currículo, conta sobre sua experiência de interpretar um espetáculo solo, sobretudo Rei Lear, onde interpreta oito personagens.

Henrique Santana – São 60 anos de carreira conectada, sobretudo a comédia que você contracena com diversos atores, quando e por que surgiu a ideia de interpretar a tragédia de Lear?


Juca de Oliveira:
Na verdade não existe muita diferença entre tragédia e comédia para o interprete, são cada uma um dos lados da mesma moeda. O homem é feito de tragédia e de comédia. Aristóteles em sua poética, que é a primeira base teórica de dramaturgia, lá existe uma tese sobre a tragédia que é a trajetória do homem tão cheio de virtudes que prefere a morte do que viver sem honra, e tem a comédia, a comédia perdeu-se alguma coisa, mas sabe-se que é exatamente o oposto, a história dos homens defeituosos, então as duas coisas são absolutamente idênticas do ponto de vista do interprete e como ele vai enfrentar o personagem. E eu já representei Marco Antonio em Júlio Cesar, Ricardo III, ambas sob direção de Antunes Filho, e Otelo, Rei Lear é o quarto Shakespeare que eu faço, porque Shakespeare é o sonho de todos grandes atores e você sempre em determinado tempo da vida, quer fazer, ainda tenho Falstaff, Timão de Atena que ainda posso fazer.


HS – Por que a decisão de transformar o texto em um solo?

 

Juca – Na verdade a decisão não é minha. Fui assistir a uma palestra do Geraldinho Carneiro, que é o nosso poeta maior sobre poesia lírica de Shakespeare, e no final teve um bate papo com a plateia e eu falei sobre minha experiência em Shakespeare e que eu queria fazer o Shakespeare, e no final dessa palestra o Geraldo me convidou para um jantar e durante o jantar ele confessou que estava escrevendo um espetáculo solo e eu achei fascinante e falei: ótimo, vamos em frente.

HS – Você inicia o espetáculo com o conselho aos atores proferido pelo protagonista de Hamlet, qual sentido ?

Juca – Quem inventou isso foi o Elias Andreato, na verdade, o que o Elias estava pretendendo, antes de qualquer outra coisa, era me orientar através do Hamlet, pra que eu não saísse berrando por aí, então ele disse: “calma existe já na época de Shakespeare um monólogo de um diretor orientando de como se deve recitar o Shakespeare.

ASSISTA O VIDEO COM A ENTREVISTA COMPLETA:

 

Ficha Técnica:

Texto: William Shakespeare

Tradução e Adaptação: Geraldo Carneiro

Elenco: Juca de Oliveira

Direção: Elias Andreato

Assistente de Direção: André Acioli

Figurino e Cenário: Fabio Namatame

Iluminação: Wagner Freire

Preparação Corporal: Melissa Vettore

Trilha Sonora: Daniel Maia

Fotografia: João Caldas

Logo: Elifas Andreato

Programação Visual: Vicka Suarez

Assessoria de Imprensa: Morente Forte

Gestão de Patrocínios: AT Cultural

Administração / Lei Rouanet: Sodila Projetos Culturais

Direção de Produção: Keila Mégda Blascke

Serviço:

DURAÇÃO: 60 min / GÊNERO: drama / CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos / INGRESSOS: 5ªf e 6ªf R$60,00; sábado e domingo R$80,00 / CAPACIDADE: 402 lugares / TEMPORADA: até 30 de novembro / LOCAL: Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso – Gávea / RJ (estacionamento no local) / Tel: 21 2239-1095.

 

 

ESPECTADOR PROFISSIONAL: MARIETA SEVERO CONDUZ ELETRIZANTE TRAGÉDIA CONTEMPORÂNEA

Maurício Mellone, para o www.favodomellone.com.br – parceiro do Aplauso Brasil

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SÃO PAULO – Depois de temporada premiada no Rio de Janeiro, está em cartaz no Teatro FAAP até dezembro a peça Incêndios, de Wajdi Mouawad, um libanês de 46 anos que desde a década de 1980 mora no Canadá e pela primeira vez é encenado no Brasil. E os paulistas que raramente podem apreciar Marieta Severo nos palcos, agora têm o privilégio de conferir este que já é um marco em sua carreira. Marieta encarna a árabe Nawal, que em sua saga de décadas tenta resgatar sua dignidade e deixa como legado aos filhos gêmeos Simon e Jeanne, interpretados por Felipe de Carolis e Keli Freitas, a missão de desvendar a origem da família.

O espectador é fisgado para dentro daquela história trágica desde a primeira cena, em que Jeanne sobe ao palco vinda da plateia à procura da pessoa que poderá ajudá-la a elucidar os mistérios deixados pela mãe em duas cartas, uma endereçada a ela e a outra ao irmão.

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A trama não é apresentada de maneira linear: de um lado, Nawal relata de forma cronológica toda sua trajetória de vida, desde sua relação amorosa na adolescência, seu drama de ter sido obrigada a entregar seu filho primogênito, até a luta para aprender a ler e escrever, seu ingresso na guerra, os martírios de que foi submetida e a resolução de se calar até a morte. No outro extremo, depois de lido o testamento deixado por Nawal e de posse das cartas deixadas por ela, os gêmeos precisam cumprir a missão: Jeanne deve levar uma carta ao pai que eles pensavam estar morto e Simon deve entregar outra carta ao irmão mais velho, que eles desconheciam. Neste percurso, eles fazem o caminho inverso da mãe, do presente à origem de suas vidas.

“A peça não tem qualquer limitação de espaço e tempo. Mesmo situando os personagens e ações em contexto real, a peça não localiza geograficamente a ação, apenas sabemos que se trata de Ocidente e Oriente, as cidades têm nomes inventados e datas de fatos históricos são modificadas. As cenas vão e voltam ao longo de 50 anos, às vezes se interpenetram, se misturam, dialogam’, esclarece o diretor Aderbal Freire-Filho. Continue lendo

Irmãos de Sangue investe na dramaturgia gestual para abordar relações familiares

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br

"Irmãos de Sangue" entra em cartaz no Sesc Belenzinho. Crédito/Foto: divulgação

“Irmãos de Sangue” entra em cartaz no Sesc Belenzinho. Crédito/Foto: divulgação

SÃO PAULO – A premiada Cia Dos à Deux chega ao SESC Belenzinho com Irmãos de Sangue, após estrear em Paris, seguir em turnê pela França, Festival de Avignon, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Festival Filo de Londrina e Santos, no Festival Mirada. Conhecida pela excelência no trabalho com a dramaturgia gestual, a Cia estreia o novo espetáculo sexta-feira, 17, às 21h.

O elenco de Irmão de Sangue faz uso marionetes, iluminação onírica e trilha original para falar sobre as relações familiares, focando a trama nas experiências da infância e nas lembranças que os fatos vividos nessa época acarretam na vida de três irmãos. Continue lendo

Espetáculo inédito no Brasil mostra momentos da trajetória de Federico García Lorca

 Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)

"Marica" apresenta últimos instantes da trajetória do dramaturgo e poeta Federico García Lorca (1898-1936). Foto/Crédito: Laercio Luz

“Marica” apresenta últimos instantes da trajetória do dramaturgo e poeta Federico García Lorca (1898-1936). Foto/Crédito: Laercio Luz

SÃO PAULO- Com direção de Marcio Aurelio, interpretação de Washington Luiz e texto do dramaturgo argentino Pepe Cibrián Campo, Marica apresenta momentos da trajetória do dramaturgo e poeta Federico García Lorca (1898-1936), que escreveu inúmeras peças, entre elas Bodas de Sangue e A Casa de Bernarda Alba. O monólogo chega ao Brasil após temporada em Buenos Aires. A estreia é sexta, 3, para curta temporada na Sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso.  A produção fica em cartaz somente até 26 de outubro.

Marica narra os últimos instantes de vida de um dos grandes nomes do teatro no mundo. Coloca o dramaturgo e poeta frente ao seu assassino e momentos antes de morrer, Lorca revive fatos que marcaram a sua vida pessoal e profissional. Continue lendo

Teatro e outras artes por Michel Fernandes & Colaboradores

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