10ª Bienal SESC DE DANÇA ACONTECE ENTRE OS DIAS 14 e 24 EM CAMPINAS

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FOLKS-S will you still love me tomorrow? di Alessandro Sciarroni con i Folk-dancer Marco D’Agostin‚ Pablo Esbert Lilienfeld‚ Francesca Foscarini‚ Matteo Ramponi‚ Alessandro Sciarroni‚ Francesco Vecchi musiche Pablo Esbert Lilienfeld video e immagini Matteo Maffesanti disegno luci Rocco Giansante foto Andrea Macchia Teatro Astra 24 Maggio 2013 Festival INTERPLAY/013

Kyra Piscitelli, do Aplauso Brasil (kyra@aplausobrasil.com.br)

CAMPINAS – Os números impressionam para um ano de crise, ainda. A Décima edição da Bienal SESC de Dança foi anunciada quinta- feira, 24. Entre os dias entre 14 e 24 de setembro, 67 atividades vão tomar conta da cidade do interior de São Paulo. Essa é a segunda vez que o evento acontece na cidade onde fica a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos apoiadores do evento e lugar que recebeu o primeiro curso de dança do país.

A ideia do evento é oferecer um panorama da Dança Contemporânea Nacional e internacional. Como novidade, o evento traz o diálogo entre o cinema e a dança. Para isso, traz o dançarino e coreógrafo norte-americano José Gutierrez para bate-papo após apresentação dos documentários Paris is burning (EUA, 1990, vencedor de “Melhor Documentário” dos festivais de Berlim e Sundance em 1991) e Strike a pose (EUA, 2017). Em ambos, o bailarino foi personagem. Dança Voguing e a questão do bailarino como estigma, apropriação cultural ou o glamour versus a vida real estarão em debate. Gutierrez também ministrará uma oficina no Ginásio da Unicamp.

A maratona de dança tem início com o espetáculo Do desejo de horizontes (Du désir d’horizons), do país africano de Burkina Faso – dia 14 de setembro, às 20h no Sesc Campinas. Dirigido pelo coreógrafo Salia Sanou, que vive entre a França e a África, o espetáculo traz viés político e fala sobre os refugiados africanos.

Com teatro lotado, Danilo Santos de Miranda fala sobre a 10ª Bienal SESC de Dança. Foto: Juliana Hilal

Os curadores desta edição, Claudia Garcia, Wagner Schwartz, Fabricio Floro e Claudia Müller selecionaram trabalhos que discutam o lugar da dança e do dançarino e também busca trazer, por meio da dança, uma discussão sobre a política no Brasil e no mundo. O espetáculo de abertura – vindo de um país quase desconhecido pela maioria – já dá essa cara.

Outra questão importante para a 10ª Bienal é manter o estilo da última (em ocupar a cidade com dança, ocupar a rua e espaços públicos além dos fechados).

“As ocupações pelo mobiliário urbano insinuam o convite, e sinalizam a presença da Bienal ( de Dança), tornando-se uma marca registrada do acontecimento no corpo da cidade”, disse Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo.

Bienal em Números
O evento recebeu 799 inscritos de 32 países. Para se ter uma ideia comparativa, na última Bienal, foram mais de 500 trabalhos.

Ao final, serão seis atrações internacionais (Uruguai, Argentina, Burkina Faso, Itália, Bélgica e Japão) e 61 nacionais representados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Piauí. Dessas, oito estreias nacionais (espetáculos nunca apresentados no Brasil) e três estreias mundiais.

Estreias
Além do espetáculo de abertura de Burkina Faso, estreia também no Brasil FOLKS – Você Ainda me Amará Amanhã? (Will you steal love me tomorrow?), do italiano Alessandro Sciarroni, que revisita a dança folclórica tirolesa Schuhplattler (literalmente “bater o sapato”), presente na fronteira da Itália com a Áustria, para refletir sobre o tempo e o legado da cultura, e Big Bang, concerto de dança contemporânea uruguaio dirigido por Andréa Arobba que conta com trilha sonora executada ao vivo e aparatos tecnológicos que exploram como temas a física e a cosmologia.

Entre as apresentações nacionais, os destaques ficam por conta das estreias de Dança Doente, de Marcelo Evelin, que apresenta a impactante mistura da dança Butô com os movimentos do candomblé, e Título em Suspensão, o novo solo de Eduardo Fukushima, que dá continuidade à sua pesquisa sobre a sutileza e precisão do movimento.

A programação contempla também o público infantil, com as apresentações da performance Máquina de Desenhar, de Michel Groisman e Alex no País do Lixão (Alex aux pays des poubelles), da brasileira radicada na Bélgica Maria Clara Villa Lobos.

Artistas da dança de Campinas
Como a experiência coreográfica pode tratar da memória da dança? Os diretores Neto Machado e Jorge Alencar evocam essa questão ao articular movimento, palavra e legado em Biblioteca de Dança. Será uma instalação/ação só com artistas de campinas.

Nessa primeira ativação, a Biblioteca de Dança contará apenas com artistas de dança da cidade de Campinas, com uma cena bem variada. O trabalho permite que dois interesses de experimentação caminhem juntos: o de pesquisar novos modos de entender as produções e suas possibilidades e o de documentar de forma ativa e criativa a história da dança.

O público da  Bienal Sesc de Dança também poderá fazer parte de dois espetáculos com a abertura de vagas para as residências de criação, onde será convidado a participar de processos formativos a fim de atuar como intérprete das apresentações durante o festival.

A Bienal Sesc de Dança procurou criar uma programação completa com workshops, laboratórios de criação, mesas de debates, instalações, residências e lançamentos de livros alusivos ao tema. A realização é do Sesc Campinas com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a SOCICAM.

Serviço:

SESC CAMPINAS APRESENTA BIENAL SESC DE DANÇA 2017

De 14 a 24 de setembro

Sesc Campinas (Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas Telefone (19) 3737-1500) e outros espaços da cidade. www.sescsp.org.br/bienaldedanca.

Ingressos à venda a partir de 25 de agosto, às 14 horas no Portal sescsp.org.br e a partir das 17h30 em todas as unidades do Sesc do Estado de São Paulo. Os ingressos online estarão à venda, enquanto houver disponibilidade, até duas horas antes do início do espetáculo.

 

Locais das apresentações
Sesc Campinas – Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim . Telefone (19) 3737.1500.

Teatro Municipal José de Castro Mendes – Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial. Telefone (19) 3272.9359.

Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos – Rua Francisco Teodoro, 1050 –Vila Industrial. Telefone (19) 3705.8000.

MIS – Museu da Imagem e do Som – Rua Regente Feijó, 859 – Centro. Telefone (19) 3733.8800.

Rodoviária de Campinas – Terminal Rodoviário de Campinas Ramos de Azevedo – Rua Dr. Pereira Lima, 60-140 – Vila Industrial.

UNICAMP – Cidade Universitária Zeferino Vaz – Barão Geraldo. Telefone (19) 3521.7000.

Casa do Lago – Unicamp – Avenida Érico Veríssimo, 1011 – Cidade Universitária – Barão Geraldo. Telefone (19) 3521.1708.

Marco Zero – Unicamp – Praça do Ciclo Básico – Cidade Universitária – Barão Geraldo.

CIS Guanabara – Armazém do Café e Gare – Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo. Telefone (19) 3231.6369.

Praça Rui Barbosa – Rua 13 de maio, s/nº – Centro. Atrás da Catedral Metropolitana de Campinas.

Praça Bento Quirino – Rua Sacramento, 118 – Vila Industrial.

 

 

 

 

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