BIENAL SESC DE DANÇA SE CONSOLIDA EM CAMPINAS

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Sessão de "Big Bang" Lota teatro para 300 lugares. Foto: Kyra Piscitelli

Kyra Piscitelli*, do Aplauso Brasil (kyra@aplausobrasil.com.br)

CAMPINAS – A Bienal Sesc de Dança deu largada na última quinta-feira, dia 14. Essa é a segunda vez que o evento acontece na cidade de Campinas. A decisão de transferir e distribuir o evento, que antes tinha como palco Santos, onde também acontece o Festival de Teatro Mirada, aparece nas ruas. A cidade sede da Unicamp, universidade responsável pelo primeiro curso de dança do Brasil está povoada.

Cerca de 40 luminosos com o logo do evento enchem de cor Campinas e chamam para o evento. É fácil identificar estudantes e professores de dança em peças, nos encontros e debates. Mas, o público também. De todos os eventos em que eu participei ou vi, nenhum  deles vazio. Casas cheias.

Gaymada
No sábado à tarde, duas mulheres se aproximaram de mim com um caderno da programação: “Onde é essa Bienal, viemos ver”. Eu respondi: “Bienal? A Bienal é tudo isso. Está na cidade!”. “Ah sim, mas eu vim para o Gaymada. Parece legal dá para participar, eu não sei se é dança ou jogo, mas estou curiosa”, disse aos risos.

O Gaymada foi um dos destaques do terceiro dia do evento e lotou o espaço do SESC. A proposta do Campeonato Interdrag de Gaymada é tratar a diversidade e inclusão por meio da dança. gays e transexuais do coletivo mineiro Toda Deseo convidam o público para participar de um jogo de queimada, animado por música e cheerleaders, que atuam sob o apito de uma juíza. Mas nem tudo é festa: nos intervalos, o público é lembrado de casos de discriminação e mortes.

Para quem perdeu o primeiro jogo, o evento terá mais uma data: dia 20, na Unicamp. O Campeonato Interdrag de Gaymada é uma das atrações gratuitas.

Big Bang
O Grupo Gen Danza, do Uruguai também fez sucesso, ontem, na Bienal. Com o auditório cheio, 300 pessoas assistiram ao espetáculo Big Bang. Os bailarinos criaram um diálogo entre a dança, a música e a iluminação para reconstituir o nascimento do universo e trazer para o palco os caminhos do homem.

O espetáculo faz parte da gama de opções internacionais que o Festival traz este ano. Com trilha sonora ao vivo e autoral, o espetáculo foi concebido com a ajuda de físicos para o uso da tecnologia. Quem se interessar, pode conferir a última apresentação da Bienal, no mesmo espaço, hoje, 17, às 20 horas.

Caso não tenha ingressos disponíveis, é possível esperar em um fila de espera para possíveis desistências.

Outros Espaços
Uma das intenções da Bienal Sesc de Dança é povoar a cidade e não só a sede com dança. Então, além do próprio SESC, outros espaços participam como a UNICAMP, a rodoviária e o Museu da Imagem e do Som (MIS).

Ontem, 16, o Mis estava lotado para assistir a bailarina Thelma Bonavita em Fleshion [aparências], em que a bailarina e Marcela Reichelt buscam criticar o poder da imagem misturando dança, moda e artes visuais.

Fleshion [aparências], usava tanto a parte externa como interna da casa histórica de Campinas e algumas pessoas, sem ingresso, acabaram tendo que voltar para casa.

As apresentações de Fleshion acabaram, mas a bailarina criadora fará oficinas dia 19 e 20 para discutir o tema do espetáculo. Para ela, essa é uma oportunidade de “desenvolver novas perspectivas em relação à produção de imagem e ao modo como as percebemos”, diz.

Para saber mais, acesse: http://bienaldedanca.sescsp.org.br/2017/

*Kyra Piscitelli viajou a convite da Bienal SESC de Dança

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