DANÇA: ESPETÁCULO “H.U.L.D.A” É HOMENAGEM AOS 40 ANOS DA CISNE NEGRO CIA DE DANÇA

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SÃO PAULO – Há 40 anos a bailarina e coreógrafa Hulda Bittencourt recebia na sua escola de dança vários estudantes de Educação Física da USP, interessados em ter aulas de balé com uma das pupilas de Maria Olenewa, bailarina russa que inaugurou as primeiras turmas profissionalizadas de balé clássico no Brasil. Sem nunca ter trabalhado como professora de homens antes, a bailarina aceitou a empreitada. A partir daí, começou a longeva trajetória da Cisne Negro Cia de Dança, que em 2017 completa 40 anos e traduz no palco do Teatro Santander, entre 21 (sexta-feira) e 30 de abril (domingo) , uma homenagem à trajetória da companhia e também à sua fundadora. O espetáculo H.U.L.D.A tem direção de Jorge Takla, um dos maiores diretores de espetáculos musicais em atividade no Brasil.

Para celebrar as quatro décadas, o Cisne Negro trouxe para perto de si profissionais relevantes no cenário da dança brasileira, com forte identidade com o grupo. Na direção coreográfica e interpretação compõe a equipe a coreógrafa Dany Bittencourt, diretora artística da Cisne Negro; Rui Moreira, coreógrafo que dançou na Cisne Negro e no Grupo Corpo; Ana Botafogo, primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981 e Daniela Severian, maitre e ex-primeira bailarina da Ópera de Wiesbaden, que alternará papel com Ana Botafogo.

Completam o elenco de criativos o músico André Mehmari, que aos 39 anos tem 22 discos lançados e é compositor da trilha sonora de 3%, primeira série brasileira financiada pela Netflix; o figurinista Fábio Namatame, parceiro constante do Cisne e Nicolàs Boni, cenógrafo de grandes produções de teatro e ópera no Brasil.

A narrativa de H.U.L.D.A é inspirada em relatos da trajetória da criadora da Cisne Negro e seus principais bailarinos. Como aponta o diretor Jorge Takla, trata-se de um espetáculo sobre a alma da Cisne Negro, que é a dona Hulda e tudo que ela representa para a companhia em si e para a história da dança brasileira.

Com título tirado das letras do nome de Hulda Bittencourt, o espetáculo é formatado em cinco blocos: H representa horizonte. Neste quadro, Jorge Takla explora a luta e a perseverança de Hulda em prol de realizar seus sonhos. U, de união, retrata a realização de Hulda ao criar a academia de dança Cisne Negro e as parcerias que garantiram o sucesso da instituição, como a do marido Edmundo Bittencourt e de suas filhas, Dany e Giselle. L materializa a liberdade que Hulda se permitiu para conduzir a companhia, inaugurada com muitos homens e com escolhas ecléticas de repertório. D de dança é a pluralidade da Cisne Negro, que não favorece apenas um estilo, mas as diversas manifestações de dança que existem. O encerramento se dá com o A que simboliza o amor e devoção de Hulda pela arte.

“Hulda representa a diversidade de estilos, a força e a luta da mulher conquistadora em uma companhia de dança – que por si só já sofre preconceito em um país machista”, diz o diretor Jorge Takla. Jorge conta que começou os ensaios colhendo depoimentos dos bailarinos que fazem parte da companhia atualmente. A partir da pergunta “O que significa a Hulda para você?”, começaram a ser colecionados movimentos, sentimentos e histórias que se transformam em elementos cênicos nas mãos dos criativos envolvidos com a obra. “É um privilégio ter uma vocação e depois realizá-la”, comenta Takla sobre o amor de Hulda à dança, a quem chama de “musa e cabeça do Cisne”.

Feliz de estar nesse momento de sua carreira, também com 40 anos de profissão, Ana Botafogo – que segue à frente da direção do balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em parceria com Cecília Kerche – continua “tentando” gradualmente deixar os palcos para se dedicar unicamente à direção cênica de dança. “No ano passado já dancei bem menos, mas estava sentindo falta dos palcos. Em H.U.L.D.A, representam as ideias da dança que fizeram e fazem parte dessa companhia”, diz Ana.

Com o entusiasmo e a vitalidade de quem faz o que gosta na vida, a homenageada, que todos chamam carinhosamente de dona Hulda, não se furta a lembrar do começo, da difícil situação econômica e da resistência da família. “Para comprar uma sapatilha minha mãe tinha de tirar o dinheiro do arroz com feijão. De repente fui parar na Escola de Dança Maria Olenewa”, fala, citando a principal incubadora de dançarinos clássicos no Brasil.

Ficha Técnica

Direção Geral, Roteiro e Concepção Cênica: Jorge Takla.
Trilha Sonora Original: André Mehmari.
Coreografia: Dany Bittencourt e Rui Moreira.
Cenografia: Nicolas Boni.
Figurinos: Fábio Namatame.
Design Gráfico e Comunicação Visual: Paulo Humberto.
Participações Especiais: Ana Botafogo e Daniela Severian.
Elenco da Cisne Negro Cia de Dança: André Santana, César Dias Cirqueira, Clarissa Braga, Edson Artur, Felipe Silva, Giovanna Perez, Isabel Lima, Isabelle Dantas, Leonardo Silveira, Luiza Ginez, Mariana Paschoal, Murilo Nunes, Renato Lima, Willian Gásparo.
Duração: 60 minutos.
Classificação Indicativa: Livre

Serviço

H.U.L.D.A, da Cisne Negro Cia de Dança
Teatro Santander.
Endereço: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041. Itaim Bibi, São Paulo – SP. CEP: 04543-011.
Entre 21 e 30 de abril. Quintas e sextas, às 21h. Sábados, às 18h e às 21h. Domingos, às 16h e 19h.
Ingressos: De R$ 50 a R$ 160.
Capacidade: 1.100 lugares.
Horário de Funcionamento da Bilheteria: Domingo a Quinta: 12h às 20h ou até inicio do espetáculo. Sexta e Sábado: 12h às 22h.
Formas de pagamento: Aceita cartões: Amex, Aura, Dinners, Hipercard,
Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. Outras formas: Dinheiro, PayPal, Ticket Cultura e Vale Cultura Alelo. Não aceita cheque.
Vendas Online: Entretix (www.entretix.com.br). Informações e compras: (11) 4003-1022

Redação Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com.br)

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